segunda-feira, 15 de outubro de 2007


Uma Hora porDARFUR

Dia 24 de Novembro às 21.30h, o grupo Fé e Missão dos Missionários Combonianos, em comunhão com outros grupos de jovens, organiza uma hora pelo Darfur em VN Famalicão, Coimbra e Santarém.

É uma hora de informação, reflexão e oração para recordar o Drama humanitário que se vive no Darfur. Queres fazer parte desta HORA? Associa-te a nós, onde estiveres!

O que te propomos de fazer nesse dia, nessa hora (ou outro dia e outra hora): -
Passa uma hora (ou só um momento) de oraçãopelo Darfur, no teu quarto, na rua, com os amigos;

- Com o teu grupo de jovens organiza uma hora por Darfurna tua paróquia e convida todas as pessoas a participarem;

O que te podemos oferecer (se o desejares e pedires):
· Esquema de HORA (a modificar ao vosso gosto).
· Material a utilizar (vídeo, PPT, textos explicativos, …)

Entra nesta onda!
OLHA A HORA!
Está na hora de agir!
Basta uma HORA!

Além desta iniciativa, eis outras em que podes participar:
Imprimir e assinar E DAR A ASSINAR (frente e verso)www.pordarfur.org/htmls/EElyypFpZEixFpxrrw.shtml

Assinar on line: Petição à presidência da União Europeiawww.ipetitions.com/petition/porDarfur/

Escrever uma carta:Uma carta apelando por Darfur,apelando à presidência da união Europeia

Ajudar numa escola no Darfur:www.pordarfur.org/htmls/EElAAFVEAyrhsxTJdj.shtmlhttp://www.combonianos.pt/formdonativos.shtmlComo vês há muita coisa a fazer.

É preciso é pôr mãos à obra.
Não feches os olhos! … Vê!
Não cales a voz! … Grita!
Não cruzes os braços! … Age!
Divulga estas iniciativas aos teus contactos e participa!

Para todas as informações e pedidos:Leonel Claro / CVJ – Missionários CombonianosAreeiro - 3030-168CoimbraTel: 239701172 / Mail: jovemissio@gmail.com
E visita:PorDarfurJovens e Missão

PS: Regularmente vamos actualisando a lista dos grupos (ou indivíduos) que aderirem a esta iniciativa na página Uma Hora porDARFUR.

Iniciativa promovida por - Jovens e Missão - .

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Uma SMS pelos cuidados paliativos!




De 6 a 13 de Outubro é a Semana Nacional dos Cuidados Paliativos.

Como forma de angariar fundos para a formação de técnicos, a Associação Nacional de Cuidados Paliativos (http://www.apcp.com.pt/) pede-nos para enviarmos uma SMS para o 4222 a dizer Cuidados Paliativos Sim. O custo da chamada é de 0,60 € e uma parte reverte para a associação.
Como vêem a quantia não é muita, por isso quantos mais SMS, melhor. Divulguem!

Para quem não sabe, os cuidados paliativos são essenciais em doenças terminais ou crónicas e degenerativas. Com estes cuidados, os doentes têm um acompanhamento personalizado, o que ajuda a diminuir o sofrimento físico, mas também psicológico.

Não custa nada. É só uma mensagem e divulgar pelos nossos amigos e familiares.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Ir caminhando...

Caminha com simplicidade pela estrada do Senhor e não atormentes o teu espírito. É preciso que odeies os teus defeitos, mas com um ódio tranquilo e nunca aborrecido e inquieto.
Padre Pio, in O Grande Amor de Deus - 365 Dias Com Padre Pio

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Lembram-se da criança de quatro meses que precisa de transplante de medula?Pois... Jesus chamou-a ontem à noite. Já não está entre nós, fisicamente. Rezemos pelos pais. Neste momento precisam de todo o apoio.
E... não deixemos de ser dadores, se pudermos. Há sempre pessoas a precisarem da nossa ajuda.

domingo, 7 de outubro de 2007

O Amor de Jesus

Jesus ama-nos como somos e não como deveríamos ser, já que nenhum de nós é como deveria ser.
A vida do Apóstolo Paulo está ancorada na sua amizade íntima com Jesus. "Para mim o viver é Cristo" (Filipenses 1, 21). Diariamente, Paulo entrega a sua vida a Jesus, confia Nele, louva-O, pede-Lhe aquilo de que precisa, encontra Nele a sua razão de ser e com gratidão aceita o seu amor, sabendo que ele não conhece sombra de mudança.Ele "amou-me e entregou a si mesmo por mim (Gálatas 2, 20). Nunca deixe que estas palavras sejam interpretadas como mera intelectualização de Paulo. O amor de Jesus Cristo era uma realidade ardente e divina para ele, e a sua vida é incompreensível excepto em termos dele. Paulo teria sido soterrado na história como um zelote desconhecido, não fosse o seu amor imenso e intransigente pela pessoa de Jesus. Se algum de nós abordasse Paulo e quisesse discutir a reforma paroquial ou a adoração contemporânea, ele responderia: "Não tenho nenhuma compreensão de igreja ou de religião excepto em termos do homem sagrado, Jesus, que me amou e entregou-se por mim."

Brennan Manning -"A assinatura de Jesus"

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Para que o Carlinhos possa viver!

A Elsa do http://eu-estou-aki.blogspot.com/ deixa-nos este apelo.


Olá, eu sou o Carlos Miguel
e tenho só 4 meses de idade.
Preciso urgentemente da tua ajuda,
pois tenho que fazer umtransplante
de Medula Ósseapara poder viver.

O Carlinhos trava neste momento uma luta com a vida...
encontra-se no Hospital Pediátrico de Coimbra,
é natural da Sertã, Concelho de Proença-a-Nova,
e necessita urgentemente de um transplante de medula óssea.
Todos somos chamados a defender a vida,
por isso aqui fica o apelo:

Vamos todos ajudar o pequenino Carlos!
E para ajudar basta ter entre 18 e 45 anos!
Os pais e amigos estão a apelar à solidariedade de todos,
para que se mobilizem com vista a uma recolha de sangue
para encontrar um dador de medula óssea compativel.

A Câmara Municipal de Proença-a-Nova
está empenhada na divulgação e recolha
de inscrições para dadores.

As inscrições podem ser feitas em:
Câmara Municipal de Proença-a-Nova
Bombeiros Voluntários de Proença-a-Nova
Café Ponto de Encontro (Proença)
Oculista Jacinto ( Sertã)
Creche Jardim Escola S. Casa Misericórdia ( Sertã)
Agrupamento de Escolas (Sertã e Proença-a-Nova)
Casa do Benfica de Proença-a-Nova
Pronto a vestir Texano
E todos os que puderem ajudaresta criança que luta pela vida,
podem fazê-lo enviando mail para:pelavidadocarlinhos@gmail.com
Outras informações, podem contactar - Paulo - 96 706 82 01

segunda-feira, 1 de outubro de 2007




Hoje é o dia da Padroeira das Missões, Santa Teresinha do Menino Jesus. Aqui deixo um poema escrito por ela.





Quereria percorrer a terra

E pregar o Teu nome, Jesus,

Ser Apóstolo em solo infiel

E plantar gloriosa a Tua cruz.


Só o Amor faz agir a Igreja,

Mas se o Amor se viesse a extinguir

Os Apóstolos não anunciariam

Nem os mártires a vida dariam.


Compreendi que o Amor encerra,

Em si mesmo, todas as vocações.

Compreendi que o Amor é tudo,

Que abarca os tempos e os lugares.


Encontrei finalmente o meu lugar

Fostes Vós, ó meu Deus, que mo destes:

No coração da Igreja, miha mãe,

Eu serei Amor!

E assim serei tudo!

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Por Amor ... Uma Carta!

Sim, eu sei que já falei muito do Darfur! Mas, se o faço é porque estamos perante uma tragédia humana que precisa de ter um fim.


Por iniciativa do - Jovens e Missão - e do - Eu estou aki - , convidamo-vos a escrever uma carta pelo Darfur. Esta carta será entregue à Presidência da União Europeia, tal como a petição que está e curso. O lema é "Por Amor... Uma Carta!".


Podem enviar por correio ou por mail. Aqui ficam os contactos.


CVJ – Missionários Combonianos Areeiro3030-168 Coimbra


Mais informações em - http://www.pordarfur.org/

Este povo merece! E precisa muito da nossa ajuda! Vamos escrever?

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Festa da Exaltação da Santa Cruz

14 de setembro, A Igreja celebra a festa da exaltação da Santa Cruz

João, capítulo 3 versículos de 13 a 17.

“Assim como Moisés - diz Jesus - levantou a serpente no deserto, é preciso que o Filho do Homem seja levantado, para que todo aquele que o contemplar, seja salvo”.

Todos os judeus imaginaram um Messias exaltado, sonharam com um messias que levaria o seu povo aos píncaros da exaltação!

O messias foi realmente exaltado! Ele foi elevado, como Moisés outrora levantou a serpente no deserto, mas, de maneira irônica que só Deus podia inventar.

Foi levantado ao ser pregado numa cruz. Bem alto, à vista de todos, para que todos o pudessem contemplar.

Nos primeiros anos do cristianismo, não era de bom tom falar em cruz ou em crucifixão e os primeiros cristãos não usaram como símbolo o crucifixo. Usaram o peixe ou então a imagem do bom pastor.

Apenas mais tarde em 335 da nossa era, quando Constantino e sua mãe Helena construíram a grande basílica da Anástasis, isto é da ressurreição em Jerusalém, no local do calvário e do Santo Sepulcro, a cruz de instrumento infame, se transformou em instrumento de Glória.

Começou então a aparecer nas coroas e cedros dos reis e imperadores.

Jesus pregado na cruz, é a resposta de Deus a todos os nossos anseios, Jesus pregado na cruz quer ser o sinal sacramento de que Deus nos ama.

É preciso que toquemos com as mãos e de maneira bem concreta a profundidade do amor de Deus para com cada um de nós. Este toque, cada um de nós pode realizar colocando suas mãos hoje no crucificado.

Lá está Jesus permanentemente olhando para nós. De braços abertos, não rejeita ninguém, nem mesmo pessoas inoportunas. Não rejeita nenhum pecador.

A todos quer mostrar o quanto Deus nos ama. A todos quer trazer a salvação de Deus. É isto que nós hoje celebramos na liturgia da festa da exaltação da cruz. Festa do amor incomensurável de Jesus, festa da profundidade de seu mistério para conosco e festa de nossa salvação.
Padre Fernando J. C. Cardoso

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

AIS - Meditação



"Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, por teres ocultado isso aos sábios e aos inteligentes e por tê-lo revelado aos pequenos" (Mt 11,25).

Os "pequenos" são os mesmos "pobres de espírito" que o Senhor chamou de bem-aventurados. Sua pobreza não é considerada do ponto de vista econômico, mas no sentido de que são "pobres" do espírito deste mundo. Eles se recolheram junto de Deus. Estão livres do mundano e abertos ao Reino de Deus. Para eles se abrem os portões da riqueza da alma. Apesar de sua pequenez, são grandes por dentro. Do mirante de Deus, eles contemplam os acontecimentos da Terra, pois Deus lhes revelou o que escondeu dos soberbos. Eles realmente sabem do que se trata. São as sentinelas silenciosas, com uma visão que abraça o mundo inteiro. Por meio de claras decisões espirituais, não deixam apagar suas luzinhas, ainda que em meio à escuridão progressiva dos nossos tempos. Constituem um rebanho pequeno, facilmente despercebido. Seu empenho silencioso na oração e na penitência é quase nada comparado à atividade ruidosa na Igreja e no mundo. Mas Deus não está no barulho e sim, no silêncio.

Peçamos que Deus dê à sua Igreja mais pequenos e pobres de espírito, mais pessoas de oração e penitência, mais humildade, mais silêncio.

Padre Werenfried van Straaten
Fundador da Ajuda à Igreja que Sofre

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Concentração pela Paz no Darfur

Voltando a falar-vos do Darfur... Este domingo celebra-se o Dia Internacional do Darfur.Como forma de se chamar a atenção para o drama humanitário que se vive na região, vai haver concentrações na rua em vários países.

Aqui em Portugal, vai haver uma concentração a pedir a Paz pelo Darfur, no domingo, às 18h, no Largo Camões, Baixa-Chiado, Lisboa.

Tragam uma fita ou tira de pano preto. Têm mais informações em http://www.pordarfur.org/htmls/EElluAyykFYoVPNzcE.shtml . O simbolismo desta “venda” preta é o silêncio da comunidade internacional perante uma situação que já é considerada genocídio pela ONU.

Se puderem apareçam!

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Gestos de amor pelo Darfur


A campanha pelo e com o Darfur tem dado bons frutos, graças a Deus. São várias as pessoas que se têm empenhado para tirarem do silêncio o sofrimento deste povo.

Este fim-de-semana vai haver duas iniciativas:
- Vigília organizada pelo grupo de jovens da paróquia de Porto Salvo
Na Igreja da Cartuxa (Caxias - Lisboa), no dia 8 de Setembro de 2007, às 21h.

- Campanha da iniciativa da Elsa do blog Eu Estou Aki ( http://eu-estou-aki.blogspot.com/)
No Retaxo, Castelo Branco, nas Festas em honra de Nossa Senhora da Guia.

Muito obrigado a todos os que estão por esta causa. Se alguém quiser realizar alguma actividade de sensibilização, mande-me um mail para mariajoaogracia@hotmail.com.

No final deste post, deixo-vos com um comentário do Padre Feliz da Costa, o missionário comboniano que se encontra no Darfur com os refugiados. Dá que pensar...
"Sei, de teologia certa, que ninguém pode culpar Deus por esta situação... A culpa desta guerra e dos males que se lhe seguem, não haja dúvida, é só nossa, dos interesses políticos e mesquinhos dos homens. E sei também, de teologia ainda mais certa, que «Deus é amor» e não pode senão amar estes seus filhos e filhas".
Padre Feliz da Costa, missionário comboniano em Nyala, no Darfur

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Palavra de Vida


“Procura antes a justiça, a piedade, a fé, a caridade, a constância, a mansidão.” (1 Tm 6,11)


O que fazer para viver todas essas virtudes no nosso dia-a-dia?

Talvez possa parecer difícil colocá-las em prática, uma por uma. Então, por que não viver o momento presente com o radicalismo do amor? Se alguém vive o presente na vontade de Deus, Deus vive nele; e se Deus está nele, nele está a caridade.
De acordo com as circunstâncias, quem vive o presente é paciente, ou perseverante, manso, pobre de tudo, puro, misericordioso, porque possui o amor na sua expressão mais alta e genuína; ama realmente a Deus com todo o coração, toda a alma, todas as forças; é iluminado interiormente, é guiado pelo Espírito Santo e, portanto, não julga, não pensa mal dos outros, ama o próximo como a si mesmo, tem a força da loucura evangélica de “oferecer a outra face”, de “caminhar por dois quilômetros…”1.


“Procura antes a justiça, a piedade, a fé, a caridade, a constância, a mansidão.”

Essa exortação é dirigida a Timóteo, fiel colaborador de Paulo, seu companheiro de viagem e amigo, tão confidente que chega a ser como um filho. “Tu, porém, ó homem de Deus” – escreve-lhe o apóstolo depois de ter denunciado a malícia do orgulho, das invejas, das brigas, do amor ao dinheiro – “foge destas coisas”; e o convida a procurar uma vida na qual resplandeçam as virtudes humanas e cristãs.
Nessas palavras ressoa o empenho, assumido no momento do batismo, de renunciar ao mal (“foge...”) e de aderir ao bem (“procura...”). É do Espírito Santo que vem a transformação radical, bem como a capacidade e a força para atuar a exortação de Paulo:


“Procura antes a justiça, a piedade, a fé, a caridade, a constância, a mansidão.”

A experiência vivida com o primeiro grupo de jovens que, em 1944, originou o Movimento dos Focolares em Trento (Itália), dá uma idéia de como se pode viver a Palavra de Vida; sobretudo a caridade, a paciência, a mansidão.
Principalmente nos primeiros tempos do Movimento não era fácil viver as exigências radicais do amor. Até mesmo entre nós, nos nossos relacionamentos, podia se acumular uma certa poeira, e a unidade podia se enfraquecer. Isso acontecia, por exemplo, quando notávamos os defeitos, as imperfeições dos outros e começávamos a julgar, fazendo com que a corrente de amor mútuo esfriasse.
Para reagir a essa situação, um dia tivemos a idéia de fazer um “pacto” entre nós, e o chamamos de “pacto de misericórdia”.
Todas as manhãs decidimos ver o próximo que iríamos encontrar – no Focolare, na escola, no trabalho etc. – novo, novíssimo, não nos lembrando absolutamente mais dos seus defeitos, mas cobrindo tudo com o amor. Era encontrar cada pessoa com essa anistia completa no nosso coração, com esse perdão universal.
Era um compromisso sério, tomado por todas nós juntas, que nos ajudava a ser, da melhor maneira possível, sempre as primeiras no amor, à semelhança de Deus misericordioso, que perdoa e esquece.

Chiara Lubich

1) Cf. Mt 5,41.

domingo, 26 de agosto de 2007

O desejo de ser santo

Neste final de agosto, mês das vocações, gostaria de dar um testemunho vocacional pessoal. Durante muitos anos, ao longo da minha formação, escutei discursos de sublimação e exaltação à figura do padre: “Mãos santas que tocam no Corpo do Senhor”, “pés sagrados que devem trilhar os caminhos da perfeição”, “lábios impolutos que anunciam o Verbo de Deus” e por aí em diante.

Aos poucos, no entanto, fui me sentindo alvo das tentações comuns ao comum dos mortais e passei a não ver os meus cinco sentidos diferenciados das demais pessoas. Não dava mais para imaginar-me um semi-deus. Foi quando comecei a ler biografias de São Francisco de Assis escritas por gênios literários e estes me devolveram a imagem real do homem que se santifica humanamente, livrando-me do peso de ter de ser santo por dever de ofício. Em toda a vida jamais deixei de aspirar a santidade no sentido de fazer o melhor possível o que me cabia fazer. Estranhamente fui estimulado também pelos maus exemplos no meio do caminho. Lembro-me de quando assisti a uma peça teatral de Ariano Suassuna (O santo e a porca). Aí a figura do padre era tão ridícula que me despertava o propósito de jamais parecer com ele. E assim outras tantas representações até hoje ainda me “servem de mau exemplo”, no sentido de que me apontam as vias que não devo trilhar. Desisti definitivamente de ser candidato à canonização, assumi minha medida humana natural e decifrável, e me senti mais livre para cumprir meu ministério vocacional. No meu itinerário encontrei pessoas realmente santas, canonizáveis, que jamais pensaram em ser padres, menos ainda santas. Apenas quiseram ser boas. E bem que mereciam a honra dos altares.

Agradeço a Deus a qualidade primorosa dos meus formadores, ela salvou-me de qualquer deformação. Uma tendência natural de resistir a toda mediocridade, bem como à rotina e ao conformismo levou-me a experiências provocativas e estas me apontaram um horizonte para além do que me destinavam as normas estabelecidas pela educação no seminário. A formação clássica me deu segurança ao pensamento, a disciplina, aos sentimentos, enquanto o gosto pela leitura, o otimismo congênito e o modelo cristão familiar foram moldando, plasmando e lapidando o meu ser padre, em consonância com o que eu costumava rezar no noviciado: “Faz, Senhor, que eu seja um sacerdote segundo teu coração.” Se há uma coisa que deu certo no mundo, confesso, apesar dos meus pecados, foi a minha vocação.

Frei Aloisio Fragoso, frade franciscano.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Esperança para o Darfur

“Mas como é que isto ainda é possível em pleno século XXI?” As pessoas que visitaram a exposição sobre o Darfur no Multifestival Gaudeo que decorreu entre 9 e 12 Agosto, em Fátima, deixavam no ar esta questão. De facto, como é que depois de tantas guerras, de tantos erros cometidos ao longo dos séculos, ainda há quem mate porque o outro não é da sua etnia? Infelizmente é o que está a acontecer no Darfur, Sudão. Pior, trata-se de um genocídio que é silenciado. Em Portugal ainda há muitas pessoas que não sabem “o que é” o Dafur, onde fica, o que se passa lá...

No final da exposição todos faziam a mesma perguta: “E agora o que posso fazer?”



Há três passos:



- Assinar a petição para entregar às autoridades potuguesas em http://www.pordarfur.org/ e divugá-la;



- Assinar a petição para entregar à embaixada da China (tem muita influência no Sudão) em http://www.amnistia-internacional.pt/ e divulgá-la;



- Rezar muito por estes nossos irmãos em Cristo.

São três passos que são três gotas. Mas, se não fossem estas gotas, como dizia Madre Teresa de Calcutá, o que seria do oceano?

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Bom Deus

BOM DEUS,
a certeza de que és Amor não-desistente
é a fonte da minha maior
fortaleza e firmeza.
Por seres Amor superabundante
e infinito poder de Perdoar,
confio em Ti sem limites
e não tenho medos!
Lembro-me sempre do Apóstolo Paulo:
"O que nos poderá separar
do Amor de Deus revelado em Cristo?!"(Rom 8, 35)
E ficava sempre sem resposta,
porque és o Deus das Vitórias
na Vida daqueles que em Ti confiam.
E és um Deus Infalível!
Sim, nunca falhas
nos projectos em que te comprometes.
Obrigado
por fazeres da minha Vida Teu projecto
a ser amado e cuidado…

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Caminhar na Luz

"Eu sou a luz do mundo.

Quem me segue não andará

nas trevas, mas terá a

luz da vida"(Jo 8,12).


Jesus

Luz Divina que dissipa as trevas!

Dá-me força para que eu percorra

o meu caminho enquanto é dia.

Não deixes apagar-se a luz

dos meus olhos sem que eu tenha

cumprido a missão que me deste!

Ensina-me a aproveitar bem

cada dia e cada hora, pois o

tempo passa veloz e não volta

mais.

Abençoa a minha passagem pela

terra, pois é em teu nome,

Senhor,

que anuncio o Reino dos Céus.

Por onde passar,

que eu leve a tua luz,

ensine o teu amor

e semeie a tua paz.

(Autor: Pe. Luiz Cechinato)

***

Deus abençoe o seu dia!

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Festa da Transfiguração do Senhor

Hoje a Igreja celebra a festa da Transfiguração do Senhor.
(Lc 9, 28-36)

“Mostra-me o Teu rosto, mostra-me a Tua face”. É o desejo de todo Israelita piedoso do Antigo Testamento. Moisés e Elias são dois personagens, daquela época, que se esforçaram por contemplar a Face de Deus.

Nós somos convidados a deixar de contemplar por um instante o rosto dos apresentadores de televisão e dos artistas com os quais estamos acostumados a conviver diariamente, para nos concentrar na visão do Rosto de Cristo que brilha através da Sua Páscoa da Ressurreição. “Deus de Deus, Luz da Luz”, afirma-nos o credo Nicenoconstantinapolitano, Jesus Cristo é Luz da luz. A sua Face é Luz da luz. Ela é o reflexo da Luz incriada, o próprio Pai.

Esta visão se deu no alto de um monte; foi no alto da montanha que o céu procurou naquele dia se unir à Terra. Três foram os Apóstolos escolhidos para contemplar antecipadamente o que é sonho e esperança de todo Cristão: a Face de Deus, que brilha através da luminosidade da Face de Cristo. Nós temos o direito de alimentar esse desejo; ele nada mais é do que o desejo do Céu. Porque, o que é o Céu, se não a contemplação sempre mais profunda de Deus em Jesus Cristo?

Mas Deus adverte no Evangelho de Mateus e no sermão da Montanha: “Bem aventurados os puros de coração, porque verão a Deus”. Se você alimenta a esperança de um dia ver a Face de Deus, se você se sacrifica por causa dessa esperança, se evita o mal e faz o bem, se evita o que ofende a Deus, e não pode estar presente diante de Sua Face, então a sua esperança um dia se tornará realidade.

Seria insanidade, veleidade, esperarmos contemplar a Face do Nosso Deus, se nunca nos procuramos em ser semelhante a Ele, se nunca tivemos a preocupação de sermos puros de coração.

Sim, neste dia, em que com a Igreja celebramos a festa da Transfiguração, celebremos a festa da nossa esperança, celebremos a festa do fim que nos espera. Mas preparemos desde já o nosso coração para sermos admitidos à Sua Visão.

Padre Fernando J. C. Cardoso

Arquidiocese de São Paulo

domingo, 5 de agosto de 2007

Jesus amava mais as pessoas que a lei


JESUS AMAVA MAIS AS PESSOAS QUE A LEI...

-Fazia o que a Lei proibia ao Sábado, e dizia que era “o sábado para o homem”, e não o oposto… (Mt 12, 9-14; Mc 2, 27-28; Jo 5, 18)
- No relato da mulher adúltera, só ele se preocupa com a mulher, enquanto os outros se preocupam com “a Lei”… (Jo 8, 1-11)
- Em Mateus, resume toda a Lei ao mandamento do amor… (Mt 22, 34-40)
- Em João, dá um “mandamento novo”… (Jo 13, 34; 15, 12-17)
- Coloca o Homem no centro, e o amor como critério, mesmo em relação ao puro/impuro: acusado de não fazer as lavagens rituais, diz que “não é o que vem de fora que torna puro ou impuro (lei) mas o que vem de dentro (amor)”… (Mc 7, 1-23)

Jesus revela um Deus que não é legislador. Não tem no centro do Seu olhar uma Lei que quer que todos cumpram sob pena de castigo. No centro do Seu olhar, como menina dos seus olhos, está o Homem “criado à sua imagem e semelhança”; e o critério do Seu olhar e agir para connosco é só o Amor.
O Deus que não é senão Amor, não sabe senão Amar!!!Deus que é Amor – e não é senão Amor! – anima-nos às obras do Amor, e não propõe nada senão o que o Amor inspira e modela. “AMA E FAZ O QUE QUISERES!” Não há para Deus outro critério nem “medida” senão o Amor: “Vinde benditos de meu Pai… porque amastes!” (Mt 25, 34-45).

Onde está uma Lei como medida ou critério? É o Amor o “peso na balança” de Deus. Concluímos daqui que vivemos sem Lei? Não! Concluímos, isso sim, que a Lei da nossa vida é o amor, e as leis válidas para cumprir são aquelas que o amor dá à luz. É o amor, consagrado pelo Espírito Santo e pela Palavra de Deus, que dá à luz a “Nova Lei” dos filhos de Deus, Lei que não é uma legislação, “de fora para dentro”, escravizante, mas é um jeito próprio de ser e agir segundo o coração de Deus, animado pela mesma escuta da Palavra actuada pelo Espírito.
Esta sim, é a “Lei da Nova Aliança”: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amo”. A “LEI DA NOVA ALIANÇA” NÃO É UMA LEGISLAÇÃO, mas uma configuração do Coração com o próprio Coração de Jesus, de modo a que, conduzidos e animados interiormente pelo mesmo Espírito Santo, nos construamos à “imagem e semelhança de Deus” e construamos o Seu Reino, que é um Mundo Novo em que os Homens sejam cada vez mais irmãos e menos adversários, o mundo em que, finalmente “Caim deixe de matar Abel”…

A "Lei da Nova Aliança" não é uma "nova legislação", mas uma nova Lógica, a Lógica do Espírito Santo! Por isso, Lucas, ao escrever o livro dos Actos dos Apóstolos, coloca simbolicamente o dom do Espírito Santo como princípio de uma Nova Humanidade reconciliada entre si na comunhão de todas as línguas, a acontecer no dia do Pentecostes (comemoração do dom da Lei Antiga, no monte Sinai, por Moisés), como sinal da "Nova Lei", já "não escrita em tábuas de pedra, mas inscrita em corações de carne" (Jer 31, 31), já não uma imposição de fora, mas uma experiência de Amor que nos transforma radicalmente.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

«O Espírito da Verdade vos conduzirá na verdade plena»


O Evangelho fascina com as suas palavras, que são verdade. Nele fala Aquele que disse: “Eu sou a Verdade”. Diante de nós, Ele abre de par em par o mistério infinito de Deus e nos faz conhecer o seu projeto de amor pela humanidade: Ele dá a Verdade.Mas a Verdade tem a profundidade infinita do mistério. Como podemos compreendê-la e vivê-la na sua plenitude? O próprio Jesus sabe que não somos capazes de suportar o “peso” da Verdade. Por isso, durante a sua última ceia com os discípulos, antes de voltar ao Pai, promete enviar-nos o Espírito Santo, para que seja Ele a explicar-nos as suas palavras e a nos fazer vivê-las.


«O Espírito da Verdade vos conduzirá na verdade plena»


A comunidade dos fiéis conhece a verdade porque vive de Jesus.Ao mesmo tempo está caminhando rumo à “plenitude da verdade”, guiada com segurança pelo Espírito.A história da Igreja pode ser lida como a história da compreensão gradual e cada vez mais profunda do mistério de Jesus e da sua Palavra. O Espírito Santo a conduz ao longo desse caminho, dos modos mais variados: com a contemplação e o estudo dos fiéis, com os carismas dos santos, com o Magistério da Igreja.O Espírito fala também no coração de cada fiel – é lá que Ele mora – fazendo-o escutar a sua “voz”. Vez por vez, Ele sugere perdoar, servir, doar, amar. Ensina a distinguir o bem do mal. Lembra e faz viver as Palavras de Vida que o Evangelho semeia em nós, mês por mês.


«O Espírito da Verdade vos conduzirá na verdade plena»


Como viveremos esta Palavra de Vida? Escutando aquela “voz” que fala em nós, na docilidade ao Espírito Santo, que guia, exorta, impulsiona.Chiara Lubich esclarece que “o cristão deve caminhar sob o impulso do Espírito, a fim de que Ele mesmo, com a sua potência criadora, possa operar no coração do fiel para levá-lo à santificação, divinização e ressurreição”.
Para compreendermos melhor essa “voz” interior, de certo modo amplificando-a, Chiara convida a vivermos em unidade entre nós, para aprendermos a escutar a voz do Espírito não apenas dentro de nós, “mas também a voz d’Ele presente entre nós, unidos no Ressuscitado”. Quando Jesus está entre nós, o Espírito “aperfeiçoa a escuta da sua voz em cada um de nós. Pela presença de Jesus em nosso meio, a voz do Espírito é como um alto-falante da sua voz em nós”.

“O nosso parecer sobre o melhor modo de amar o Espírito Santo, de honrá-Lo, de tê-Lo conosco no nosso coração, sempre foi o de escutar a sua voz, que pode iluminar-nos em todos os momentos da nossa vida (…). E, escutando ‘essa’ voz, pudemos constatar, com grande surpresa, que se caminha para a perfeição: os defeitos, aos poucos, desaparecem e as virtudes se tornam mais evidentes”.


«O Espírito da Verdade vos conduzirá na verdade plena»


Essa Palavra de Vida, que é uma frase da liturgia da Festa da Santíssima Trindade, nos convida a invocar o Espírito Santo:



“Ó Espírito Santo, não te pedimos outra coisa senão Deus por Deus. (…)Permite que vivamos a vida que nos resta (...) exclusivamente, sempre e a todo momento, em função de ti somente, o único a quem queremos amar e servir. Deus! Deus, puro espírito, a quem a nossa humanidade pode servir de cálice vazio para d’Ele se preencher… Deus, que deve transparecer em nosso espírito, em nosso coração, em nosso rosto, em nossas palavras, em nossos gestos, em nosso silêncio, em nosso viver, em nosso morrer, em nosso aparecer, depois do nosso desaparecer da terra, onde podemos e devemos deixar só um rastro luminoso da sua presença, d’Ele presente em nós, entre as matérias e as misérias do mundo, que vive ou desmorona no louvor ou na vaidade de todas as coisas, para submissão ou remoção de tudo a fim de dar lugar ao Tudo, ao Único, ao Amor.”


Aos cuidados de Fabio Ciardi e Gabriella Fallacara