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domingo, 5 de dezembro de 2010

Segundo domingo do Advento: Façam penitência



“Naqueles dias, João Batista apareceu pregando no deserto da Judéia. Dizia ele: Façam penitência porque está próximo o Reino dos céus.” (Mt. 3, 1-2)

O Advento é tempo de conversão e penitência. Enquanto nos preparamos para comemorar o nascimento de Jesus, a Igreja nos recorda que o Senhor voltará em toda a Sua glória para reunir a humanidade e julgar a cada um conforme suas obras. Hoje, o apelo de São João Batista ressoa em nossos ouvidos dizendo para nos converter, voltarmos para Deus. Tal como o Precursor do Senhor, escutamos a voz da Igreja que denuncia os pecados e hipocrisias dos homens e mulheres de nosso tempo em plena aridez espiritual pela qual passa o mundo. Aproveitemos este tempo da graça para aplainar os caminhos do Senhor em nossas vidas, abandonar tudo aquilo que nos afasta da graça de Deus.

São João Batista afirma aos fariseus e saduceus que não basta serem filhos de Abraão para alcançar a salvação assim como criam os antigos judeus. Este alerta também é válido aos cristãos. Não temos certeza da salvação e sim esperança nela e trabalhemos com a graça divina para alcançá-la. Não há pessoas predestinadas ao inferno e outras ao céu. Não basta apenas praticarmos os mandamentos de Deus e da Igreja de forma legalista para sermos salvos. Ser cristão não é seguir um manual de instruções mecanicamente, mas o encontro real com Jesus Cristo, que está no meio de nós desde Sua encarnação, e que dá sentido e valor a toda a nossa existência e que a coloca a serviço de Deus e dos irmãos. Que apresentemos, neste Advento, verdadeiros frutos de conversão. Neste Natal, reencontremos-nos novamente com Cristo Jesus.

domingo, 28 de novembro de 2010

1º Domingo do Advento: Estejam preparados


“Por isso, estejam também preparados porque o Filho do homem virá numa hora em que menos pensarem.” (Mt. 24, 44)

Tenhamos a certeza que a cada dia fica mais próximo o nosso encontro definitivo com Jesus, seja por Sua volta gloriosa, seja por nossa morte. Devemos, portanto, nos converter e vivermos na graça de Deus para não sermos pegos de surpresa. Quantas vezes não ficamos sabendo ou conhecemos pessoas que morreram repentinamente? Definitivamente, não sabemos o momento que nos apresentaremos diante de Deus. Santa Teresinha, cada vez que ouvia o sino badalar, agradecia a Deus por uma hora a menos.
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Nestes tempos de progresso e certo conforto que a vida moderna nos trouxe - até para os mais pobres - pensamos cada vez menos em Deus. Deus foi dispensado. Parece que construímos nós mesmos o Paraíso e que esquecemos que a nossa verdadeira vida não é essa, mas aquela que está escondida em Cristo, infinitamente melhor do que esta vida efêmera que levamos. Mas não nos enganemos. Nosso encontro com o Eterno Juiz está marcado, mas Seu veredicto depende de nós: se fizermos a vontade de Deus, amando-O sobre tudo e amando o próximo, seremos julgados pelo amor. Se amamos, nada tememos. Se vivermos uma vida dissoluta, no pecado, longe de Deus e de Seus mandamentos, seremos condenados por nossos próprios atos.

A hora é essa. Não deixemos para amanhã a nossa conversão. Olhemos, por exemplo, para a imagem pedagógica de Santo Expedito: diante da decisão de converter-se, levanta a cruz com os dizeres: HOJE (em latim, hodie) e esmaga com o pé o tentador representado no corvo que o aconselha deixar a conversão para AMANHÃ (em latim, cras). Amanhã pode ser tarde. Que arrependamo-nos hoje mesmo, voltemos para a Igreja, procuremos um padre para nos confessar e seremos perdoados por Deus. Daí em diante, tenhamos uma vida nova que será confirmada no maravilhoso encontro com nosso Senhor.

Rodrigo Castellani

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Quando alguém passa ao nosso lado

Quando alguém passa ao nosso lado durante o dia, no trabalho ou na escola, nossa tarefa consiste sempre e unicamente em amar.

Mas devemos amar como Jesus.

Para tanto, é necessário ouvir sempre a sua voz que nos fala através da consciência, para que, ao amarmos, não erremos por excesso ou por falta. 0 Evangelho nos adverte, por exemplo, de que não se deve dar as coisas santas aos cães; e nós, mesmo podendo e devendo nos julgar inferiores a todos, porque só Deus sabe as graças que nos proporcionou e que não aproveitamos suficientemente, devemos estar vigilantes para não falarmos de "coisas santas , num ambiente não preparado para recebê‑las.

Aconteceria, como diz o Evangelho, que seriam desprezadas, "calcadas", e nós, ridicularizados, "despedaçados".

Ao mesmo tempo, devemos lembrar que o próprio Evangelho ensina também a amar o próximo como a si mesmo e portanto, a comunicar os bens espirituais que possamos ter e a luz que Deus nos dá, a quem estiver disposto a recebê‑los.

No primeiro caso, devemos testemunhar Jesus somente com a nossa vida, no segundo, também com a palavra. Um erro, por excesso, pode ser o que cometem certos cristãos que procuram apresentar a vida evangélica do lado aventuroso, poético, romântico, tentando atrair as pessoas com uma pseudomensagem evangélica que estimula a fantasia e o amor próprio, fazendo sentir‑se portadores de uma suposta missão.

Não se pode excluir da vida evangélica o que ela possui de mais esplêndido: a normalidade de uma vida sobrenatural límpida, harmoniosa, nem artificial, nem excessiva, mas simples como a natureza.

Maria, mãe do Criador e mãe de todas as criaturas, viveu entre seus contemporâneos que eram também filhos seus; no entanto, nada se conhece do seu apostolado entre eles. Ela fez só a vontade de Deus: amava a Jesus e assistia aos apóstolos.

E creio que ninguém melhor do que ela viveu o Evangelho.

Um erro de omissão pode ser notado nos cristãos exageradamente ligados a seus deveres e que vêem unicamente nestes a vontade de Deus, fechando‑se então, à manifestação da vontade de Deus através das circunstâncias. Terminam, por isso, não amando quem lhes passa ao lado. Estas pessoas vivem em pouca intimidade com Deus, porque não ouvem a sua voz em cada momento presente do dia. Não obstante pensem estar cumprindo justamente seus melhores deveres, na verdade estão apegados também a si mesmas. Não conhecem a poesia do Evangelho, a divina aventura que ele encerra, porque não sabem ver a linha traçada pela providencial mão de Deus que ilumina a vida de cada homem, mesmo o mais simples e desconhecido.

Enquanto os que pecam por excesso podem parecer exaltados, estes são sombrios e enfadonhos. A presença deles é inexpressiva e afasta os outros.

0 verdadeiro cristão é uma pessoa em quem vive sempre Cristo e dele todos se aproximam com amor e temor, porque irradia, como Jesus, o amor e a verdade: oVerdadeiro cristão é luz no mundo.

Chiara Lubich

sábado, 3 de abril de 2010

Porque buscais entre os mortos aquele que está vivo?

Porque buscais entre os mortos aquele que está vivo? Não está aqui, mas ressuscitou
 (Lc 24, 5-6)

Cristo Ressuscitou Aleluia!
Venceu a morte Aleluia!
E com Ele, renascemos para uma vida nova!

Votos de uma Santa Páscoa ,
cheia de Paz, Amor, Vida e Luz de Jesus Ressuscitado

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Nenhum profeta é bem aceito na sua pátria.

“E acrescentou: Em verdade vos digo: nenhum profeta é bem aceito na sua pátria.” (Lc. 4, 23)

Após Sua pregação na cidade de Nazaré, onde cresceu e viveu a maior parte de Sua vida, Jesus é rejeitado pelo povo. A familiaridade com Jesus, o conhecimento de Suas origens, vida simples e de Sua família fizeram com que o povo nazareno não acreditasse que Ele era o Messias. A rejeição foi tamanha e se indignaram tanto que resolveram matar Jesus. Era uma pequena amostra da grande rejeição da maioria do povo judaico – rejeição que perdura até hoje. Jesus cita exemplos de como o povo de Israel rejeitou e desacreditou nos profetas enviados por Deus e como estes se voltaram para os gentios. A rejeição do povo de Israel abriu as portas da Igreja e da salvação aos outros povos. Diante do processo de descristianização do Ocidente e aumento da rejeição de Cristo não estamos tomando o mesmo caminho dos judeus? (Lucas 4, 21-30)

domingo, 17 de janeiro de 2010

As Bodas de Caná



“Três dias depois, celebravam-se bodas em Caná da Galileia, e achava-se ali a mãe de Jesus.” 
(Jo. 12, 1)

A Aliança entre Deus e os homens sempre foi representada como um casamento. No Antigo Testamento, Deus é apresentado como o esposo e o povo de Israel, a esposa. Na Nova Aliança realizada em Jesus Cristo, é continuada a imagem das bodas, agora entre Deus e a Igreja. Nas bodas de Caná, os noivos não recebem destaque. Nem sabemos quem são. Os personagens que se destacam são Jesus e Maria.

As bodas entre Deus e a humanidade teve seu ápice em Maria. Nossa Senhora foi a esposa do Espírito Santo. Nela foi gerado o Filho de Deus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Tomando nossa carne no ventre de Maria, Deus estabelece com a humanidade a Sua nova e eterna Aliança que será selada por seu sangue, o vinho novo que nos é dado. A Igreja se torna a Esposa imaculada de Jesus Cristo, uma só carne com Ele. Portanto, mantenhamo-nos na Una e única Igreja de Cristo.(João 2, 1-12)

domingo, 10 de janeiro de 2010

O Batismo de Jesus


“Quando todo o povo ia sendo batizado, Jesus o foi. E estando a orar, o céu se abriu.”
(Lc. 3, 21)

Jesus não tinha pecado, portanto, não era necessário ser batizado, nem mesmo no batismo de arrependimento de João Batista. Assumindo nossa carne, Jesus quer se colocar entre os pecadores, e, já em Seu batismo, começa a receber sobre Si todos os nossos pecados para nossa salvação, a qual será consumada no batismo de sangue no alto da cruz.

Ao ser batizado, o céu se abriu. O paraíso que estava fechado graças ao pecado de Adão, o que impedia de o homem entrar na glória de Deus é aberto pelo segundo Adão, Jesus Cristo. Pela Sua morte e ressurreição, Jesus nos restituiu a justificação e a graça que nos é dada em nosso batismo. Em nosso batismo, nos tornamos templos de Deus, ungidos pelo Espírito, filhos do Pai. Façamos, então, a vontade de Deus, crendo no Seu Filho amado para mantermos a graça que recebemos no santo batismo.
(Lucas 3, 15-16.21-22)

domingo, 3 de janeiro de 2010

É preciso ir adorá-lo



“Avisados em sonhos de não tornarem a Herodes, voltaram para sua terra por outro caminho.” 
(Mt 2, 12)

Aqueles magos vindos do Oriente puderam através dos sinais da natureza serem guiados até Cristo. Neste mundo onde se rejeita Deus e se idolatra a tecnologia, o cientificismo domina as mentalidades e considera-se ignorantes àqueles que creem em Deus, os sábios do Oriente mostram que Deus pode ser encontrado através da razão por aqueles que O procuram. Mas não basta encontrá-Lo pelos estudos, formular uma teoria sobre Ele. É preciso ir adorá-lo, mover-se, mudar de vida, andar por outro caminho. O evangelho não é uma ideologia, mas o encontro pessoal com Jesus Cristo. Herodes também convocou os sábios do Reino. Pela razão também pode descobrir o Cristo. Porém, seu orgulho e o temor de perder o trono fez com que quisesse eliminar Jesus. Quantos filósofos e pensadores não pretenderam e pretendem fazer isto quando se sentem incomodados pela existência de Deus.
(Mateus 2, 1-12)

Por Rodrigo Castellani

domingo, 27 de dezembro de 2009

Sagrada Família


“Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso.” 
(Lc. 2, 51)

O plano salvífico de Deus incluiu a família. Deus se encarnou e nasceu no seio de uma família. A família fundada no casamento entre um homem e uma mulher e os filhos foi instituída por Deus. É imagem daquela Família Eterna, a Santíssima Trindade. É célula da sociedade. E é justamente a família que vem sendo atacada em nosso mundo moderno. Por ser imagem do Deus Uno e Trino, os inimigos de tudo que o é divino, a atacam e a minam por todos os lados.

Tomemos o Brasil como exemplo. O governo antinatural e anticristão de Lula aprovou o divórcio instantâneo e ás vésperas do Natal (coincidência?) articulou um plano (de “direitos humanos”) a ser implantado que inclui a aprovação do aborto e do casamento entre homossexuais. A desestruturação das famílias traz conseqüências trágicas para a sociedade e para a Igreja. Rezemos pela santificação e restauração das famílias.

(Lucas 2, 41-52)

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

O Nascimento de Jesus

"O Pai havia tirado todos os esplendores da paternidade divina para que se recolhesse inteiramente na ternura da maternidade humana".

A íngreme estrada era percorrida por outros peregrinos que acorriam a Belém para o recenseamento. Alguns resmungavam, pensando nos negócios interrompidos; outros com impropérios, consideravam aquele censo um ultraje aos livres filhos do Altíssimo por parte dos escravos dos ídolos. Havia também quem, resignado, via em tudo aquilo um castigo de Deus às culpas de Israel. Os que tinham mais bom senso entreviam um desígnio divino naquela imprevista reunificação da descendência de Davi no seu centro de origem e, davam razão a José, que os havia convidado a reconhecer na pobre resolução administrativa o máximo mistério da Providência.

À noite, quando finalmente chegaram à praça do povoado, a encontraram toda iluminada pelos lampiões, principalmente ao redor da entrada da estalagem. José também abriu caminho entre a multidão de peregrinos que gritavam. Junto ao portão, do qual entravam e saiam animais e homens, pediu um lugar para dormir: havia uma mulher, prestes a dar à luz, que precisava de um leito, num lugar apartado. O vigia barbudo o enquadrou da cabeça aos pés e, observando,o seu manto empoeirado, sacudiu a cabeça e respondeu: "Não há lugar para vocês".

Era possível encontrar um lugar num ambiente tão amplo, mas não para um "Zé ninguém", não para uma galiléia prestes a dar à luz. José bateu à porta também de algumas casas, mas em toda parte havia peregrinos chamados ao recenseamento. Para ele, descendente de Davi, e Maria, mãe do Messias, não havia um lugar para dormir na cidade de Davi, na pátria do ungido. Quando até os animais tiveram uma toca, Jesus não encontrará uma pedra onde reclinar a cabeça. Naquele momento, ainda antes de nascer, iniciava a sua renúncia.

José não desanimou. Ao subir pela estrada, havia observado que existiam grutas nas encostas e, por experiência, sabia como se arranjar. Mesmo sofrendo por não poder oferecer algo melhor àquela mulher a quem os arcanjos prestavam homenagem, voltou a descer com ela parte do caminho, distanciando-se um pouco do povoado. Entraram numa gruta onde ouviram um pacífico ruminar de animais. Ele acendeu a tocha que levava consigo e acomodou, com feno, um leito para Maria que já se arrastava...

Assim reclinou-se, em meio aos animais sonolentos, aquela que as gerações iriam chamar de "bem-aventurada", e a quem a Igreja, atônita, daria os títulos de "salvação do mundo", "porta do céu", "dispensadora de riquezas, "hora da criação", "morada da Trindade". Na poesia ela sera invocada também como a "lâmpada dos séculos"; e eis que a mecha do seu lampião se ensopava, soluçando, querendo se apagar, e aquela minúscula luminosidade tornava mais densa a escuridãodo pobre lugar.

O burro de vez em quando, raspava no chão, o vento carregava balidos de ovelhas. José caia de sono, não queria dormir e, de vez em quando, a chamava. Ela estava absorta no silêncio carregado de divino. Um diálogo íntimo discorria entre ela, a mãe, e Deus, o Pai...

E Jesus entrou no mundo: escuridão e vento, solidão e animais. O Criador dos sóis entrou através de um orifício do planeta, como o último filho de uma mulher, para que entre os nascidos ninguém pudesse se lamentar de uma sorte mais infeliz. Mas entrou também como o primeiro filho de uma mulher, recebido com o mais puro amor de mãe.

O Pai havia tirado todos os esplendores da paternidade divina para que se recolhesse inteiramente na ternura da maternidade humana. Naquele instante não teve cantos de anjos e estrondos de trovões, mas a carícia incomparável de Maria, filha predileta do Pai, mãezinha amável do filho.

Revista Mariápolis - Nov/Dez 2003

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Aproveitemos o tempo do Advento

“É assim que ele anunciava ao povo a boa nova, e dirigia-lhe ainda muitas outras exortações.” (Lc 3, 18)

Alegremo-nos neste terceiro domingo do Advento pela proximidade da vinda do Senhor. São João Batista aparece mais uma vez, anunciando o evangelho e batizando na água em preparação e espera d’Aquele que batiza no fogo do Espírito Santo. João não pede aos que vinham arrependidos para serem batizados para que mudassem de profissão ou estado de vida, mas exortava a todos que fossem caridosos, dividindo o que tinham. Estas admoestações são para nós também; que sejamos santos na nossa vida cotidiana, como solteiros, casados ou celibatários, religiosos ou leigos. Que exerçamos nossa profissão – seja ela qual for – honestamente e que o trabalho seja uma forma de santificação. Aproveitemos o tempo do Advento para olharmos para nossos corações, abandonando todos os pecados e tudo aquilo em que estamos apegados. Estejamos preparados o Cristo Salvador que veio, vem e virá. (Lucas 3, 10-18)


RodrigoCastellani

domingo, 6 de dezembro de 2009

Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.

“Como está escrito no livro das palavras do profeta Isaias: Uma voz clama no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.”
(Lc. 3, 4)

São João Batista, como o novo Elias, anuncia e prepara a vinda do Messias. Pregando o arrependimento e batizando, São João abre o caminho nos corações do povo de Israel para a mensagem de Jesus Cristo. Agora, enquanto esperamos Sua vinda gloriosa, a Igreja continua pregando o evangelho de Cristo a todos os povos para que nos convertamos e aguardemos a nova vinda de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador.

Assim como João Batista, a Igreja é a voz que clama no deserto, num mundo cada vez mais secularizado que não quer ouvir ou é indiferente diante da voz de Deus. Mesmo na festa do Natal que se aproxima, grande parte das pessoas não sabem o que se comemora. O consumismo, o materialismo e o laicismo conseguiram descaracterizar o Natal, expulsaram Jesus ou O sufocaram entre luzes, símbolos sem sentidos e presentes. Que endireitemos os caminhos do nosso coração, retirando dele todas as barreiras que impedem a chegada de Jesus.


segunda-feira, 28 de setembro de 2009

“Quem não é contra nós, é a nosso favor.”

Jesus funda Sua Igreja sobre o fundamento dos apóstolos sob a liderança de Pedro. A comunhão plena com Jesus Cristo se dá através da Igreja, Una, Santa, Católica e Apostólica. Há aqueles que o conhecem parcialmente ou o desconhecem por completo, mas vivem uma vida conforme a lei natural e buscam a verdade e a Igreja deve alcançá-los.

Esta reprimenda de Jesus em Marcos serve de base a todo tipo de relativismo, inclusive na boca de muitos padres. Jesus não incentivou a bagunça doutrinária que esfacela o cristianismo. Cristo não quer que ninguém se perca e ai daqueles que levarem à perdição das heresias e do pecado um só dos que crêem Nele. Exige de nós todo o esforço e mortificação para que nos mantenhamos na graça de Deus. Mas o mundo de hoje, mergulhados em prazeres, onde cada um faz sua própria moral, não quer ouvir falar nisso. Que Deus nos dê forças para não cairmos em tentação.

domingo, 13 de setembro de 2009

“Em seguida, convocando a multidão juntamente com os sues discípulos, disse-lhes: Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” (Mc 8, 34)

São Pedro, inspirado pelo Pai, reconhece Jesus como o Cristo. Porém, Jesus deixa claro que é o Messias, mas não aquele que os judeus esperavam, que os lideraria contra os romanos dominadores e restauraria o Reino de Israel com toda a sua glória dos tempos de Davi.

Jesus Se apresenta como o Servo sofredor. Não eram os inimigos terrenos que derrotaria, mas o demônio, entregando-Se à morte de cruz. São Pedro não entende e é repreendido por Ele. Jesus, então, oferece a todos a cruz. Aquele que quiser ser seu discípulo deverá imitá-lo, renunciando a sua própria vida, carregando a cruz de cada dia.

Se este convite foi rejeitado por muitos àquela época, quanto mais hoje, onde vivemos num mundo onde a palavra de ordem é viver em prazeres sem medidas. O caminho para o céu, tem que passar pela cruz.

domingo, 6 de setembro de 2009

“No mesmo instante os ouvidos se lhe abriram, a prisão da língua se lhe desfez e ele falava perfeitamente.” (Mc. 7, 35)

Os milagres de Jesus são sinais dos tempos messiânicos que se inauguram com Sua vinda e que foram anunciados pelos profetas. Mas, muito mais que a cura física da surdez e da mudez, esses milagres tem um significado mais profundo. Jesus quer abrir os ouvidos de toda a humanidade, a partir do povo judeu, para que ouçam o Evangelho e creiam Nele.

Quer que nossa língua se solte e saiamos do silêncio e testemunhemos a vida em Cristo. E é o Espírito Santo que abre nossos ouvidos e nos dá coragem para proclamar o Evangelho. Hoje, vivemos numa sociedade que não quer ouvir a mensagem do Evangelho de Cristo, que estão surdos para Deus e se fecha em si mesma. Se naquela ocasião, Jesus lhes proibem que não contem a ninguém sobre as curas, para que Sua missão não seja comprometida, agora temos a obrigação de anunciar as maravilhas de Jesus.

sábado, 15 de agosto de 2009

A Assunção da Santíssima Virgem Maria

“E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva.” (Lc 1, 46-48)

Hoje celebramos a Assunção da Santíssima Virgem Maria. Aquela que foi escolhida por Deus desde todos os tempos para ser a mãe do Cristo Salvador, Deus feito homem, após sua vida terrena, foi levada ao céu, por Seu Filho, em corpo e alma. A Imaculada não podia ficar entregue à corrupção. Seu Filho, cumpridor de toda a Lei, honrou Sua mãe até o fim, entronizando-a no Reino de Deus, coroando-a como Rainha.

Se um dos primeiros atos de Salomão foi colocar a sua direita, um trono para sua mãe, e sendo ela uma adúltera, foi coroada rainha do Povo de Deus, quanto mais a incomparável Virgem Maria, cujo trono, “Aquele que é maior que Salomão”, não é infinitamente mais digna de tal honra. Ela é a imagem da Igreja gloriosa. Todas as promessas de Deus se cumpriram primeiramente em Maria. É a ela que devemos imitar.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Eu sou o pão vivo descido do céu

“Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo.”
(Jo 6, 51)

Diante do discurso de Jesus na sinagoga de Cafarnaum, o povo começa a criticá-Lo, por não compreender a profundidade do ensinamento sobre a Eucaristia. Para crer no grande mistério do Santíssimo Sacramento é preciso crer na encarnação do Verbo. Deus fez-se homem em Jesus Cristo, no seio da Virgem Maria. Os judeus não conseguiram acreditar no Deus encarnado. A toda menção de Sua origem divina, argumentam citando Seus pais e parentes. E fica difícil entender como alguém se considera cristão, crê na encarnação, mas não crê na Eucaristia.

Em Seus ensinamentos, Jesus deixa claro que este Pão que Ele nos dá é Seu corpo entregue em sacrifício. Portanto, a Santa Missa não é somente um banquete ou ceia, mas é o sacrifício de Cristo no calvário que se faz presente pelo Espírito Santo e pelas palavras do sacerdote. Participemos da Missa com profundo respeito e reverência. Que recebamos o Corpo e o Sangue do Senhor com adoração.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O Milagre da multiplicação

"Jesus, percebendo que queriam arrebatá-lo e fazê-lo rei, tornou a retirar-se sozinho para o monte.”
(Jo. 6, 15)


Jesus faz o milagre da multiplicação dos pães, alimentando, com apenas cinco pães e dois peixes, uma multidão de mais de cinco mil pessoas que O seguia e ouvia Seus ensinamentos. Estas pessoas não tinham onde comer e nem comprar o alimento. Jesus, contando com a generosidade de um menino que lhe doou os pães e os peixes, pôde alimentá-las e ainda sobraram doze cestos cheios.

Diante deste maravilhoso milagre, a multidão queria coroá-lo rei, o que Ele rejeita imediatamente. Aquelas pessoas não haviam compreendido o significado profundo de tal milagre. Não era o fato de tê-los alimentado que contava. Jesus, no dia seguinte, faz Seu discurso sobre o Pão da Vida, a Eucaristia. Ele mesmo daria Sua carne e Seu sangue como alimento, o verdadeiro alimento que não mantém a vida do corpo, mas dá a vida eterna. É

Seu corpo, único pão, que se multiplica nos altares de Sua Igreja e alimenta Seu povo. A sobra de doze cestos cheios significa exatamente isto: seus doze apóstolos foram encarregados de distribuir os pães e em seus doze cestos sobraram aquele pão que era destinado a alimentar outras pessoas que não estavam ali. Estas pessoas somos nós que recebemos o Pão das mãos dos sucessores dos apóstolos, os bispos e seus colaboradores, os padres.

A incompreensão do povo que presenciou este milagre continua quando quer coroar Jesus como rei. De fato, Jesus é rei, mas Seu Reino não é deste mundo e queriam que fosse seu rei somente porque se saciaram. O Reino de Deus é mais do que bem-estar. Aliás, Jesus nunca prometeu isto para quem quer segui-Lo. Hoje, vemos muitos líderes que surgem em duas áreas, atraindo o povo prometendo exatamente isto. Uma das áreas é na religião. Proliferam-se igrejas e pastores prometendo bem-estar, vida confortável.

Há casos, como nas áreas mais pobres ou como aconteceu na Guatemala após a passagem de um furacão, que estes pastores e missionários evangélicos, mostram e oferecem alimento aos necessitados para que se convertam à suas igrejas. Isto contraria a caridade que deve ser desinteressada. A caridade pode atrair as pessoas que reconhecem em quem a pratica, a bondade de Deus. Boas obras – se é que tais atitudes podem ser consideradas boas – jamais podem ser moeda de troca. Jesus nunca coagiu ninguém a se converter, nem antes nem depois de um milagre.

Outra área que tais líderes aparecem, é na política. O populismo que avança, principalmente nos países da América Latina, é uma prova disto. Aqueles governos que prometem ou dão dinheiro em forma de bolsa disso, bolsa daquilo, de maneira puramente assistencialista, são os mais populares. São estes presidentes que são aclamados “reis”. E usam esta popularidade para manipular o povo, chantageá-lo – caso saiam do governo, a mamata acaba – para se perpetuarem no poder. E, por detrás destes governos, há ações imorais e anticristãs.

Devemos combater a fome no mundo e, sem dúvida, a Igreja é a principal instituição que a faz. Deus nos deu alimento suficiente para alimentar satisfatoriamente toda a população do planeta. As técnicas agrícolas inovadoras que aumentaram e baratearam a produção de alimentos contrariaram todas as previsões catastróficas que apontavam para uma carestia em níveis nunca vistos.

O que nos falta é distribuir este alimento, não desperdiçá-lo e os mais ricos colaborarem com tecnologia e planos de desenvolvimento agrícola nas áreas mais pobres do planeta. Ou seja, o que nos falta é conversão, é deixarmo-nos guiar pela caridade de Cristo aumentada em nós pela eucaristia. E lembremos sempre que "não só de pão vive o homem, mas de toda Palavra que sai da boca de Deus". E que Palavra é essa senão Aquela que se fez carne por nós?


domingo, 12 de julho de 2009

Se não vos receberem, saí dali e sacudi o pó dos vossos pés

Marcos 6, 7-13

“Se em algum lugar não vos receberem nem vos escutarem, saí dali e sacudi o pó dos vossos pés em testemunho contra eles.” (Mc. 6, 11)

Jesus envia os apóstolos em missão. Eles devem pregar o Evangelho e os milagres são sinais que os acompanham. Este envio missionário continua em toda a Igreja no decorrer da História. Anunciar Jesus Cristo é a tarefa primordial da Igreja. Os milagres que porventura acontece ou as obras de caridade que a acompanha são apenas sinais do amor de Deus e jamais devem constituir seu objetivo e muito menos uma forma de chantagem ou coação para angariar adeptos como vemos acontecer em nossos dias.

Sigamos esta ordem de Cristo; nosso dever é anunciar o evangelho, com toda a sua verdade, sem açucará-lo ou destorcê-lo para ficar mais atraente com promessas de vida fácil e confortável. Que os ouvintes do Evangelho possam ter a liberdade de consciência em aceitá-lo ou não. Se rejeitarem, o problema não é nosso.

domingo, 5 de julho de 2009

“Jesus disse-lhes: um profeta só é desprezado na sua pátria.

“Mas Jesus disse-lhes: um profeta só é desprezado na sua pátria. Entre seus parentes e na sua própria casa.” (Mc. 6, 4)

O povo judeu se opôs fortemente a mensagem de Jesus principalmente em Nazaré, cidade na qual cresceu e viveu Sua vida comum onde trabalhava e vivia com a família. Por isso, quando começa Sua vida pública, pregando o Evangelho e fazendo milagres, seus conterrâneos e até mesmo parentes não acreditaram Nele.

Isto acontece conosco também. Muitas vezes, quando alguém que esteve em pecado público e se converte, passa a testemunhar o amor de Deus acaba sendo visto com desconfiança, como se fosse hipócrita, somente porque conhecíamos sua vida anterior. Mas também pode ocorrer o contrário. Muitos hipócritas que querem demonstrar santidade aonde vivem, são grandes pecadores quando estão entre desconhecidos.

Sejamos como Jesus que sempre demonstrou exatamente aquilo que é, sem se preocupar com a opiniões ou aceitação dos outros.